14 de novembro de 2013

Aplicativos de chamada de táxis ganham cada vez mais usuários

A chiadeira do rádio e os bips do GPS se tornaram ferramentas de trabalho arcaicas para o taxista porto-alegrense Felipe Benites, 32 anos. Entusiasta dos aplicativos de celular, ele se reveza entre o Easy Taxi e o 99Taxis para embarcar jovens baladeiros durante as noites de trabalho. O sistema de rádio fica em segundo plano. Com aumento de 50% no rendimento diário, ele fala em abandonar a cooperativa e ficar apenas mobile.

Benites integra uma estatística que está revolucionando o mercado de táxis mundo afora. Na Capital, dos cerca de 10,5 mil cadastrados, 3 mil já aderiram aos apps em pouco mais de oito meses, num caminho aparentemente sem volta.

— Nas quintas, sextas e sábados, bomba. Chego a levar 30 pessoas que chamam nos aplicativos. Os jovens me pedem para percorrer os bares, até amanhecer estou rodando. A rádio me onera em R$ 6 mil por ano e faz perder tempo. É obsoleto, quero agilidade — diz ele.

Os principais benefícios dos aplicativos são o tempo e a praticidade. A média de espera é de, no máximo, cinco minutos. E isso está conquistando gradualmente os taxistas, que se sentem mais seguros tendo um contato direto com o passageiro.

— Sei quem estou indo buscar, o telefone da pessoa e onde vou. O cliente também tem a mesma segurança — afirma Luciane Vasconcelos, que aderiu em maio.
Para estar disponível no mundo virtual do Android ou iOs, é necessário o registro real junto à prefeitura.


Nos três apps disponíveis hoje em Porto Alegre, o passageiro pode acompanhar a rota feita pelo motorista, escolher a forma de pagamento, conversar com o taxista em deslocamento, ter o número da placa e saber exatamente os minutos para a chegada do veículo.

— A agilidade e a troca de informações têm tudo a ver com a vida corrida de agora. A partir do momento em que as pessoas usam uma ou duas vezes os aplicativos e dá certo, elas desistem do rádio — salienta o taxista Julio Cezar Soares.



Pioneira nesse mercado, a Easy Táxi, presente em 60 cidades do mundo, garante que os profissionais de Porto Alegre continuarão utilizando os apps sem pagar taxas. No Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, o custo é de R$ 2 por corrida. O fundador e CEO da empresa, Tallis Gomes, diz que "o tiro final" ainda não veio:

— Será quando lançarmos soluções corporativas. Vamos cobrar de acordo com as realidades locais, não sou idiota de espantar os taxistas. Busco outras formas de obter recursos e tenho subsídio de grandes empresas. O rádio táxi não dura nem três anos — desafia ele.

"Tendência do radiotáxi é mesmo desaparecer"

O diretor administrativo do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre, Adão Campos, elogia a dinâmica dos aplicativos e projeta um futuro sem chamadas por meio de radiotáxi. Para isso, segundo ele, basta que os taxistas continuem fazendo as corridas pelos apps gratuitamente.

Fonte: Zero Hora Digital

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